Casos clínicos

DICIEMBRE 2015

Congênitos operados. Tudo dito?

Paciente do sexo feminino, 47 anos de idade, com antecedentes de correção de Tetralogia de Fallot na infância, que apresenta dispneia aos esforços faz um ano, com lenta progressão. Não apresenta cianose. Saturação de 96%. Detecta-se sopro sistólico 3/6, na base, ejetivo, sem sinais de congestão sistémica.

Idiomas disponibles

Diâmetros e função do VE normais. Aumento da espessura da parede libre do VD.
Diâmetro diastólico do VE 52mm. Fração de ejeção 68% (Simpson) Átrio esquerdo 17mm /m² s.c.
A valva aórtica apresenta sinais de fibroesclerose. Observa-se a 12mm do anel uma membrana subaórtica que gera turbulência sistólica com gradiente de 26mmHg.
Detecta-se refluxo tricúspide com velocidade de 4,74 m/s, sugerindo pressão em ventrículo direito de 95mmHg.
Observa-se CIV de tipo restritivo. Fluxo com velocidade de 4,4m/s. Foi evitada a superposição com o refluxo tricúspide.
Corte transesofágico sugerindo hipertrofia do VD.
A 120° evidencia-se a distorção do alinhamento septo-aórtico,e a presença de um patch com sinais de shunt, indicando CIV residual.
Corte a 60° do mesmo fenómeno. O septo conalprotrui, gerando turbulência sistólica na via de saída do VD.
Corte transgástrico mostra a hipertrofia infundibular, com turbulência sistólica.
No corte referido, detecta-se um gradiente na VSVD de 76mmHg.
Corte a 120°mostra valva aórtica espessada (lesão de jato) e a membrana subaórtica que dirige o fluxo na via de saída, em direção à CIV residual.
Corte transtorácico evidenciando na via de saída do VE, gradiente de 25mmHg.
Corte a 120° demostrando que a membrana ocupa a metade da via de saída do VE.
Imagens 3D evidenciam o aspecto semilunar da membrana (1)
Imagens 3D evidenciam o aspecto semilunar da membrana (2)
Corte 3D visualizando a via de saída desde o ventrículo, ilustrando a efetiva redução da área a esse nível.

Comentários:
O caso demostra algumas das dificuldades com que nos defrontamos os cardiologistas de adultos, quando assistimos a pacientes operados na infância por cardiopatias congénitas. Temos três pontos fundamentais.
A via de saída do ventrículo direito presenta estenose subpulmonar severa, responsável pela sintomatologia referida pela paciente.
A comunicação interventricular residual não é infrequente e, neste caso, sugere não ser relevante. O desenvolvimento de estenose subvalvar aórtica é muito infrequente. A severidade da estenose e a lesão de jato na valva aórtica tornam necessária a reparação cirúrgica.


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